sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Centauro


Centauro


Na mitologia grega, os centauros (em grego Κένταυρος Kentauros, "matador de touros", plural Κένταυρι Kentauri; em latimCentaurus/Centauri) são uma raça de seres com o torso e cabeça humanos e o corpo de cavalo.
Viviam nas montanhas de Tessália e repartiam-se em duas famílias:
  • Os filhos de Íxion e Nefele, que simbolizavam a força bruta, insensata e cega. Viviam originalmente nas montanhas da Tessália e alimentavam-se de carne crua. Alternativamente, consideravam-se filhos de Kentauros (o filho de Íxion e Nefele) e algumas éguasmagnésias, ou de Apolo e Hebe. Conta-se que Íxion planejava manter relações sexuais com Hera, mas Zeus, seu marido, evitou-o moldeando uma nuvem (nefele, em grego) com a forma de Hera. Posto que Íxion é normalmente considerado o ancestral dos centauros, pode se fazer referência a eles poeticamente como Ixiónidas.
  • Os filhos de Filira e Cronos, dentre os quais o mais célebre era Quíron, amigo de Héracles, representavam, ao contrário, a força aliada à bondade, a serviço dos bons combates.
Os centauros são muito conhecidos pela luta que mantiveram com os Lápitas, provocada pelo seu intento de raptar Hipodâmia no dia da sua boda com Pirítoo, rei dos Lápitas e também filho de Íxion. A discussão entre estes primos é uma metáfora do conflito entre os baixos instintos e o comportamento civilizado na humanidade. Teseu, um herói e fundador de cidades que estava presente, inclinou a balança do lado da ordem correcta das coisas, e ajudou Pirítoo. Os centauros foram expulsos da Tessália e vieram a habitar o Épiro. Mais tarde Héraclesexterminou quase todos.
Cenas da batalha entre os Lápitas e os centauros foram esculpidas em baixo relevos no friso do Partenão, que estava dedicado à deusa da sabedoria Atena.

Quíron

Quíron (em grego: Χείρων, transl. Kheíron, "mão"), na mitologia grega, era um centauro, considerado superior por seus próprios pares. Ao contrário do resto dos centauros que, como ossátiros, eram notórios por serem bebedores contumazes e indisciplinados, delinqüentes sem cultura e propensos à violência quando ébrios, Quíron era inteligente, civilizado e bondoso, e célebre por seu conhecimento e habilidade com a medicina.

Família

De acordo com um mito arcaicofoi criado por Cronos (Saturno, para os romanos), que, depois de ter assumido a forma de um cavalo para se esconder de sua esposa, Réia, engravidou a ninfa Filira.A linhagem de Quíron também era diferente dos outros centauros, que eram filhos do Sol e das nuvens de chuva; os gregosdo período clássico consideravam-nos frutos da união entre o rei Ixíon, atado permanentemente a um disco de fogo no Tártaro, e Nefele ("nuvem"), queZeus teria criado à forma e semelhança de Hera.

Vida

Abandonado, Quíron foi encontrado por Apolo, que o criou como pai adotivo e lhe ensinou todos os seus conhecimentos: artesmúsicapoesiaética,filosofiaartes divinatórias e profeciasterapias curativas e ciência. Tradicionalmente habitava o Monte Pélion. Ali se casou com Cariclo, também uma ninfa, que lhe deu três filhas: Hipe (Melanipe ou Euípe), Endeis e Ocírroe, além de um filho, Caristo. Grande curandeiroastrólogo e um respeitadooráculo, Quíron era tido como o último dos centauros, e altamente reverenciado como professor e tutor. Entre seus pupilos estavam diversos heróis, como AsclépioAristeuAjaxEnéasActéonCeneuTeseuAquilesJasãoPeleuTélamonHéraclesOileuFênix e, em algumas versões do mito,Dioniso.

Morte

Sua nobreza também se reflete na história que narra sua morte: Quíron teria sacrificado sua vida, permitindo assim que a humanidade obtivesse o uso do fogo. Isto ocorreu durante a visita de Héracles à caverna de Folo, no Monte Pélion, na Tessália, enquanto visitava seu amigo, durante o quarto de seus doze trabalhos, no qual derrotou o Javali de Erimanto. Enquanto estavam fazendo uma refeição, Héracles pediu vinho, para acompanhar a comida. Folo, que comia sua comida crua, estranhou. Ele havia recebido do deus Dioniso uma jarra de um vinho sagrado anteriormente, que deveria ser conservado para o resto dos centauros até que fosse a hora certa de ser aberto. Diante do pedido de Héracles, Folo sentiu-se constrangido a oferecer o vinho santo. O herói o agarrou de suas mãos e o abriu, deixando que seus vapores e aromas saíssem da garrafa e intoxicassem os centauros, liderados porNesso, que estavam reunidos do lado de fora da caverna e passaram imediatamente a arremessar pedras e galhos. Héracles disparou diversas flechas envenenadas contra eles, para afastá-los. Uma delas atingiu Quíron na coxa. Já Folo saiu do fundo da caverna, onde havia se refugiado, para observar a destruição, e, ao puxar uma das flechas do corpo de um dos centauros, perguntou-se como podia uma coisa tão pequena causar tanta morte e destruição. Ao dizer isso, deixou a flecha cair de sua mão sobre o seu casco, o que o matou instantaneamente.
A flecha não matou Quíron, pois, sendo filho de um titã, era imortal, porém provocou-lhe dores terríveis e incessantes. Coube assim a Héracles fazer um acordo com Zeus, trocando a imortalidade de Quíron pela vida de Prometeu, que roubara o fogo dos deuses e o dera aos homens e, por isso, fora condenado a padecer eternamente, amarrado a um rochedoenquanto um pássaro devorava seu fígado, que voltava a crescer no dia seguinte. Zeus, que afirmara que só o libertaria se um imortal abrisse mão de sua imortalidade e fosse para oHades, o reino dos mortos, em seu lugar, concordou, liberando Quíron de seu sofrimento, para morrer tranquilamente. O deus o homenageou, colocando-o no céu como a constelaçãoque chamamos de Sagitário (do latim sagitta, "flecha").

A Educação de Aquiles, de Eugène Delacroix.
Quíron salvou a vida de Peleu quando Acasto tentou matá-lo, roubando sua espada e deixando-o dentro de uma mata, para ser morto pelos centauros. Quíron teria retornado a espada a Peleu. Algumas fontes especulam que Quíron seria originalmente um deus exclusivo daTessália, posteriormente absorvido pelo panteão grego na forma de um centauro.


Discípulos de Quíron


A Educação de Aquiles, de Donato Creti,1714 (Musei Civici d'Arte AnticaBolonha).
  • Aquiles - quando sua mãe, Tétis, abandonou seu lar e retornou às nereidas, Peleu trouxe seu filho Aquiles para Quíron, que o recebeu como discípulo e o alimentou com as entranhas de leões ejavalis, e o tutano de lobas.
  • Actéon - criado por Quíron para ser um caçador, celebrizou-se por sua morte terrível: depois de ter sido transformado em um cervo pela deusa Ártemis, foi devorado por seus próprios cães que haviam entrado na caverna de Quíron procurando por seu dono.
  • Aristeu - teriam sido as Musas que, de acordo com algumas versões da lenda, teriam ensinado a Aristeu as artes da cura e da profecia. Aristeu descobriu o mel e as azeitonas. Após a morte de seu filho, Actéon, migrou para a Sardenha.
  • Asclépio - a célebre medicina de Asclépio (Esculápio para os romanos) fundamentou-se nos ensinamentos de Quíron. Apolo matou a mãe de Asclépio, Corônis, enquanto esta ainda estava grávida, porém retirou a criança da pira funerária, entregando-a ao centauro, que a criou e lhe ensinou as artes da cura e da caça.
  • Jasão - seu pai, Esão, entregou-lhe o célebre capitão dos argonautas Quíron para que o criasse quando foi deposto pelo rei Pélias.
  • Medeu - filho de Medéia com Jasão (ou, segundo alguns, Egeu), que deu o nome ao país dos medos, morto numa campanha militar contra os indianos.
  • Pátroclo - seu pai deixou-o na caverna de Quíron para estudar, juntamente com Aquiles, os acordes da harpa, aprender a arremessar lanças e cavalgar.
  • Peleu - pai de Aquiles, foi, certa vez, resgatado por Quíron: Acasto, filho de Pélias, purificou Peleu por ter matado, inadvertidamente, seu sogroÊurites. A esposa de Acasto, no entanto, Astidâmia, apaixonou-se por Peleu; ao perceber que não era correspondida, passou a tramar contra ele, acusando-o, pelas costas, de tentar estuprá-la. Acasto, sem poder matar o homem que acabara de purificar, levou-o para uma caçada no Monte Pélion; à noite, quando Peleu adormeceu, abandonou-o e escondeu sua espada. Ao despertar, os centauros haviam cercado seu acampamento e o teriam matado não fosse a intervenção providencial de Quíron, que também lhe devolveu a espada após procurar e encontrá-la. Quíron promoveu então o casamento de Peleu com Tétis, criando Aquiles por ela. Também indicou a Peleu como conquistar a nereide que, sempre mudando sua forma, conseguia evitar que ele a capturasse. Em outras lendas, teria sido Proteu quem teria ajudado Peleu; quando este se casou com Tétis, ele teria recebido de Quíron uma lança de carvalho, que Aquiles levou para a Guerra de Tróia, com a qual Aquiles curou Télefo ao remover a ferrugem. Centauro
    Na mitologia grega, os centauros eram a personificação das forças naturais desenfreadas, da devassidão e embriaguez.
    Centauro era um animal fabuloso, metade homem e metade cavalo, que habitavam as planícies da Arcádia e da Tessália. Seu mito foi, possivelmente, inspirado nas tribos semi-selvagens que viviam nas zonas mais agrestes da Grécia. Segundo a lenda, era filho de Ixíon, rei dos lápitas, e de Nefele, deusa das nuvens, ou então de Apolo e Hebe.
    Em ambos os casos parece clara a alusão às águas torrenciais e aos bosques.
    A história mitológica dos centauros está quase sempre associada a episódios de barbárie. Convidados para o casamento de Pirítoo, rei dos lápitas, os centauros, enlouquecidos pelo vinho, tentaram raptar a noiva, desencadeando-se ali uma terrível batalha.
    O episódio está retratado nos frisos do Pártenon e foi um motivo freqüente nas obras de arte pagãs e renascentistas.
    Os centauros também teriam lutado contra Hércules, que os teria expulsado do cabo Mália.
    Nem todos os centauros apareciam caracterizados como seres selvagens. Um deles, Quirão, foi instrutor e professor de Aquiles, Heráclito, Jasão e outros heróis, entre os quais Esculápio.
    Entretanto, enquanto grupo, foram notórias personificações da violência, como se vê em Sófocles. Nos tempos helênicos se relacionavam freqüentemente com Eros e Dioniso.
    As representações primitivas dos centauros os mostram como homens aos quais se acrescentava a metade posterior de um cavalo.
    Mais tarde, talvez para realçar seu caráter bestial, só o busto era humano. Foi esta a imagem que se transmitiu ao Renascimento. Centauro
    Na mitologia grega, os centauros eram a personificação das forças naturais desenfreadas, da devassidão e embriaguez.
    Centauro era um animal fabuloso, metade homem e metade cavalo, que habitavam as planícies da Arcádia e da Tessália.
    Seu mito foi, possivelmente, inspirado nas tribos semi-selvagens que viviam nas zonas mais agrestes da Grécia. Segundo a lenda, era filho de Ixíon, rei dos lápitas, e de Nefele, deusa das nuvens, ou então de Apolo e Hebe.
    Em ambos os casos parece clara a alusão às águas torrenciais e aos bosques.
    A história mitológica dos centauros está quase sempre associada a episódios de barbárie. Convidados para o casamento de Pirítoo, rei dos lápitas, os centauros, enlouquecidos pelo vinho, tentaram raptar a noiva, desencadeando-se ali uma terrível batalha. O episódio está retratado nos frisos do Pártenon e foi um motivo freqüente nas obras de arte pagãs e renascentistas.
    Os centauros também teriam lutado contra Hércules, que os teria expulsado do cabo Mália.
    Nem todos os centauros apareciam caracterizados como seres selvagens.
    Um deles, Quirão, foi instrutor e professor de Aquiles, Heráclito, Jasão e outros heróis, entre os quais Esculápio. Entretanto, enquanto grupo, foram notórias personificações da violência, como se vê em Sófocles. Centauro
    Na mitologia grega, eram seres fortes e brutais, metade homens e metade cavalos, filhos de Ixíon ou Ixão, rei dos lápitas, e de Néfele, deusa das nuvens, à exceção de Folo de Quíron ou Quirão, que tiveram outra origem e caráter menos selvagem, porém eram a personificação das forças naturais desenfreadas, da devassidão e embriaguez.
    Monstros que representavam a identificação do ser humano aos instintos animalescos, seu mito foi, possivelmente, inspirado nas tribos semi-selvagens que viviam nas zonas mais agrestes da Grécia e sua história mitológica quase sempre associada a episódios de barbárie.Viviam nos bosques das planícies da Arcádia e dos montes da Tessália e teriam lutado contra Hércules, que os teria expulsado do cabo Mália.
    Durante as bodas de Pirítoo, rei dos lápitas, depois de embriagados com vinho, teriam tentado raptar a noiva, gerando uma terrível que terminou com todos aniquilados pelo lápitas.
    Diferentemente dos outros, Folo de Quírion foi instrutor e professor de Aquiles, Heráclito, Jasão e outros heróis. Nos tempos helênicos se relacionavam freqüentemente com Eros e Dioniso e durante o Renascimento, talvez para realçar seu caráter bestial, em suas repressntações só o busto era humano. Centauro
    centauro, ser mitológico metade homem, metade cavalo, símbolo do signo de Sagitário, e que personificava as forças mais grosseiras da natureza, pode nos dar mais uma pista.
    Se pensarmos em Quíron, centauro que se diferenciou dos demais, naturalmente selvagens e irrefletidos, por suas qualidades de sabedoria, reflexão e dom de cura (Quíron se tornou mestre de muitos heróis da mitologia, como Hércules e Édipo), não fica difícil pensar que é hora de deixarmos para trás a "animalidade" do cavalo e nos aplicarmos mais no desenvolvimento da parte humana, com tudo o que isso implica - revelações, mortes, alegrias, dor, descobertas.
    Não há outro caminho se quisermos partilhar positivamente das mudanças que fatalmente virão, e que já podem ser vislumbradas por aqueles que têm "olhos de ver". Centauro
    Os centauros eram monstros fabulosos, metade homem, metade cavalo, que viviam nas montanhas e florestas. Descendiam de Ixion, rei dos lápitas, povo que habitava próximo aos montes Pélion e Ossa, na Tessália, e embora mantivessem contatos freqüentes com os seres humanos, mostravam-se selvagens e extremamente brutais em seus hábitos.
    Descendente de Peneu, o deus-rio da Tessália, ou de Sísifo, segundo outra genealogia, Ixion foi o primeiro mortal a matar um membro da própria família. Para casar-se ele prometeu dar presentes ao pai da noiva, mas quando este foi recebê-los, depois do casamento, o genro o lançou em um fosso cheio de brasas. Com isso tornou-se culpado de crimes que horrorizaram a quem deles tomou conhecimento, e somente Zeus (Júpiter), num dia de excepcional condescendência, o purificou e recebeu na morada dos deuses. Lá, Ixion resolveu assediar a Hera, rainha dos deuses e esposa de Zeus, mas este, rindo-se da intenção do mal-agradecido, moldou uma nuvem com a forma da deusa, deu-lhe vida e assistiu, divertido, o cortejador seduzir a nuvem. Depois, quando Íxion começou a gabar-se de ter seduzido a própria Hera, a paciência divina chegou ao fim. Para punir o criminoso, Zeus o prendeu a uma roda em chamas que girava sem cessar, e o lançou no Hades (o inferno mitológico), onde deverá ficar por toda a eternidade. Mas da união entre Íxion e a nuvem nasceu um ser metade homem e metade cavalo, Centauro, que se tornou o pai dos monstruosos descendentes.
    Deles, Quíron e Folo - mencionados pela lenda grega como os mais importantes de todos - eram as únicas exceções, o que é explicado pelo fato dos dois não descenderem de Ixion
    Quiron era filho de Cronos (Saturno) com Filira, filha de Oceano; enquanto Folo vinha de Sileno e da ninfa Melos.
    O primeiro, celebrado na poesia e tradição, se diferenciava dos demais centauros pela sua humanidade e justiça. Segundo alguns mitólogos, sua mãe ficou tão pesarosa por ter dado à luz um monstro, que pediu aos deuses que a afastassem dessa dura prova, sendo, por isso, transformada em tília (árvore aproveitada como planta de sombra e ornamento, cujas folhas e flores são medicinais). Outras correntes, porém, afirmam que ela teria vivido com o filho na gruta do monte Pélion, na Tessália, e o teria ajudado a educar muitos jovens valentes e destemidos. Segundo a lenda, Quiron, quando adulto, refugiou-se nas montanhas e nas florestas, tornando-se companheiro da deusa Diana nas caçadas que ela realizava. Foi assim que adquiriu seus conhecimentos de botânica, astronomia, medicina e cirurgia, que depois transferiu a muitos heróis gregos, entre eles Esculápio, Nestor, Anfiarão, Peleu, Telamon, Meléagro, Teseu, Hipólito, Ulisses, Diomedes, Castor e Pólux, Jasão e, sobretudo, Aquiles, a quem, como avô materno, esmerou-se em preparar.
    Sobre Quiron, o livro “Mitologia Greco-Romana”, de Marcio Pugliesi, apresenta a seguinte passagem: “Com a música, aos acordes da sua lira, curava as moléstias; e pelo conhecimento dos corpos celestes, desviava ou prevenia as influências funestas à humanidade. Quiron teve uma longa existência e uma robusta velhice; estava vivo antes e depois da expedição dos argonautas, na qual tomaram parte dois netos seus.
    Na guerra de Hércules contra os centauros, estes, esperando desarmar o furor do herói pela presença do seu antigo mestre, refugiaram-se em Maléa, onde morava Quiron; nem por isso Hércules deixou de atacá-los, e uma das suas flechas, embebida no sangue da hidra de Lerna, tendo errado o alvo (Élato), foi ferir Quiron no joelho. Hércules, desesperado, acudiu-o prontamente e aplicou um remédio que seu antigo professor lhe ensinara; o mal, porém, era incurável e produzia dores insuportáveis. O centauro suplicou a Júpiter que terminasse os seus dias. O pai dos deuses, emocionado com essa prece, fez passar a Prometeu a imortalidade que Quiron devia à sua qualidade de filho de Saturno, e colocou o centauro no Zodíaco, onde forma a constelação de Sagitário”.
    Sobre Folo, conta-se que em Erimanto, na Arcádia, um javali gigantesco e de grande ferocidade atacava e devastava o que encontrava pela frente, matando muita gente. Obrigado a capturá-lo vivo (leia, neste arquivo, o 4º trabalho de Hércules - O javali de Erimanto), o herói grego seguiu para as montanhas onde o animal se escondia, e no caminho se hospedou na casa do centauro Folo, que satisfeito, abriu um odre de vinho em homenagem ao amigo.
    Quando os outros centauros, que viviam por perto, sentiram o cheiro da bebida, decidiram tomá-la à força, e para tanto um grupo deles invadiu a casa de Folo, armados de grandes pedras e galhos de árvore. Sentindo-se ameaçado, Hércules os enfrentou e matou a todos com suas flechas, mas infelizmente, seu amigo Folo machucou-se acidentalmente na ponta de uma seta embebida no sangue da Hidra e acabou morrendo.
    Os centauros também são conhecidos pela luta que mantiveram com os lápitas, em virtude da intenção daqueles em raptar Hipodâmia, filha do rei de Pisa, na Elida, e famosa pela sua beleza, no dia de seu casamento com Pélope, ou Pelops, ou Piritos, filho de Tântalo e neto de Zeus. O pai da princesa havia prometido entregá-la em casamento a quem o vencesse em uma corrida de carros, e já havia derrotado treze concorrentes, e os matado, conforme a praxe, quando Pélope ganhou a competição de que participava graças a uma fraude do cocheiro Mirtilo, que tirou as cavilhas do eixo das rodas do carro real.
    Na festa do matrimônio, que contava com a presença de Teseu, herói ateniense, os centauros também estavam entre os convidados, e um deles, Eurátion, tendo se embriagado com vinho, tentou violentar a noiva; os outros centauros seguiram seu exemplo e provocaram um terrível conflito, durante o qual vários deles foram mortos, e no final os sobreviventes fugiram para longe da Tessália. Essa batalha se tornou assunto favorito dos artistas da Antigüidade, que sobre ela escreveram poemas épicos e esculpiram belas esculturas para ornamentar alguns templos gregos.
    FERNANDO KITZINGER DANNEMANN
    Fonte: www.recantodasletras.com.br
    Centauro
    Centauro
    Centauro pelejando contra um Lápita (detalhe do Partenão)
    Na mitologia grega, os centauros são uma raça de seres com o torso e cabeça humanos e o corpo de cavalo.
    Viviam nas montanhas de Tessália e repartiam-se em duas famílias:
    Os filhos de Íxion e Nefele, que simbolizavam a força bruta, insensata e cega. Viviam originalmente nas montanhas da Tessália e alimentavam-se de carne crua. Alternativamente, consideravam-se filhos de Kentauros (o filho de Íxion e Nefele) e algumas éguas magnésias, ou de Apolo e Hebe. Conta-se que Íxion planejava manter relações sexuais com Hera, mas Zeus, seu marido, evitou-o moldeando uma nuvem (nefele, em grego) com a forma de Hera. Posto que Íxion é normalmente considerado o ancestral dos centauros, pode se fazer referência a eles poeticamente como Ixiónidas.
    Os filhos de Filira e Cronos, dentre os quais o mais célebre era Quíron, amigo de Héracles, representavam, ao contrário, a força aliada à bondade, a serviço dos bons combates.
    Os centauros são muito conhecidos pela luta que mantiveram com os Lápitas, provocada pelo seu intento de raptar Hipodâmia no dia da sua boda com Pirítoo, rei dos Lápitas e também filho de Íxion. A discussão entre estes primos é uma metáfora do conflito entre os baixos instintos e o comportamento civilizado na humanidade. Teseu, um herói e fundador de cidades que estava presente, inclinou a balança do lado da ordem correta das coisas, e ajudou Pirítoo.
    Os centauros foram expulsos da Tessália e vieram a habitar o Épiro. Mais tarde Héracles exterminou quase todos.
    Cenas da batalha entre os Lápitas e os centauros foram esculpidas em baixo relevos no friso do Partenão, que estava dedicado à deusa da sabedoria Atena.

2 comentários:

  1. sera que ja existiu essas criaturas magnificas??

    ResponderExcluir
  2. Eu não só acredito que já existiram, como acredito que alguns ainda habitam nosso planeta. são seres de tamanha superioridade além da nossa concepção, nossos guardiões silenciosamente nos protegem como emissários de Deus.



    ResponderExcluir