segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Deuses(celtas)


Belenus

Na mitologia céltica, Belenus (também conhecido como Belenos) foi uma deidade cultuada na Gália, Britânia e nas áreas célticas da Áustria e Espanha. Foi o deus do Sol celta e tinha templos em Aquiléia do Adriático a Kirkby Lonsdale na Inglaterra.
A etimologia do nome é obscura. Sugestões incluem "brilhante único," "o único luminoso" e deus "henbane".
Ele pode ser a mesma deidade que Belatu-Cadros. No período do Império Romano era identificado com Apolo. Existem correntemente 51 inscrições conhecidas dedicadas a Belenus, concentradas principalmente na Aquiléia e na Gália Cisalpina, mas também se estendem à Gália Narbonense, a Noricum e mais além. Imagens de Belenus às vezes o mostram estando acompanhado de uma fêmea, imaginada como a deidade gaulesa Belisama.
Na Gália e Britânia antiga, Apolo pode ter se igualado a quinze ou mais diferentes nomes célticos e epítetos (notavelmente Grannos, Borvo, Maponus, Moritasgus e outros).

Cernunnos (deus cornio)



O deus rotulado[C]ernunnos na Pilar dos Barqueiros é retratado com chifres de veado em seus estágios iniciais de crescimento anual.Ambos os chifres tem torques pendendo deles. A parte mais baixa do seu relevo está perdida, mas as dimensões sugerem que o deus estava sentado na "posição de Buda", provendo um paralelo direto à figura com chifres no caldeirão Gundestrup.
A despeito do nome Cernunnos não estar atestado em mais nenhum outro lugar, ele é comumente usado na literatura celtológica como descrevendo todas as representações comparáveis de deidades cornudas.
Este tipo "Cernunnos" na iconografia céltica é frequentemente retratado com animais, em particular o veado, e também frequentemente associado com uma serpente com cornos de carneiro, além da associação com outras bestas com menor frequência, incluindo touros (no Rheims), cachorros, e ratos. Por causa de sua associação frequente com criaturas, acadêmicos descrevem Cernunnos frequentemente como o "Senhor dos Animais" ou o "Senhor das Coisas Selvagens", e Miranda Green o descreve como um "deus pacífico da natureza e de frutescência".
Pilier des nautes o liga aos marinheiros e ao comércio, sugerindo que também era associado ao bem estar material tanto ao fazer uma bolsa de moedas de Cernunnos de Rheims (Marne, Champagne, França)—na antiguidade, Durocortorum, a capital civitas da tribo Remi—quanto o veado vomitando moedas de Niedercorn-Turbelslach (Luxemburgo) nas terras dos Treveri. O deus pode ter simbolizado a fecundidade do floresta habitada por veados.
Outros exemplos das imagens de "Cernunnos" incluem um petroglifo em Val Camonica na Gália Cisalpina. A figura humana com chifres foi datada como pertencendo inicialmente ao século 7 A.C. ou tardiamente no século 4. Uma criança com chifres aparece em um relevo de Vendeuvres, flanqueada por serpentes e segurando uma bolsa feminina e um torque. A melhor imagem conhecida aparece no caldeirão Gundestrup encontrado em Jutland, datando do 1o. século A.C., pensado representar um tema céltico embora usualmente visto como de acabamento trácio.
Entre os celtas ibéricos, figuras cornudas ou chifrudas do tipo Cernuno incluem um deus "tipo-Janus" de Candelario (Salamanca) com dois rostos e dois pequenos cornos; um deus cornudo das colinas de Ríotinto (Huelva); e uma representação possível da deidade Vestius Aloniecus próximo ao seu altar em Lourizán (Pontevedra). Os cornos são aceitos representar "força agressiva, vigor genético e fecundidade."
Representações divinas do tipo Cernuno são exceções são a visão frequentemente-expressa de que os celtas apenas começaram a representar seus deuses na forma humana depois da conquista romana da Gália. O "deus com cornos" céltico, enquanto bem atestado na iconografia, não pode ser identificado na descrição da religião céltica na etnografia romana e não parece ter sido dado qualquer interpretatio romana, talvez devido a ser muito distintivo ser traduzível ao panteão romano. Enquanto Cernunnos nunca foi assimilado, acadêmicos têm às vezes comparados a ele funcionalmente às figuras divinas gregas e romanas tais como Mercúrio_(mitologia), Actaeon, formas especializadas de Júpiter, e Dis Pater, o último dos quais Julius Caesar disse que era considerado o ancestral dos gauleses.

Dagda



A base dos mitos irlandeses são guerras entre duas raças divinas: os Tuatha Dé Danann e os Formorians. Dagda, deus da magia e da sabedoria, é um Tuatha e tem um taco com duas pontas: uma pode matar nove homens e outra pode ressuscitar os mortos!

Dea matrona



Na mitologia celta, Dea Matrona ("divina deusa mãe") era a deusa do rioMarne, na Gália.
Em muitas regiões ela era adorada como uma "deusa tripla" e conhecida comoDeae Matres (ou Deae Matronae). Esta deusa tríplice é a encontrada por toda a Europa, mais como uma Matres ou Matronas, não só em regiões celtas; era similar às Moiras, Fúrias, Nornas, entre outras figuras similares.
Na língua gaulesa Mātr-on-ā é interpretado como "grande mãe". O nome da figura da mitologia galesa Modron, mãe de Mabon, deriva da mesma etimologia. Por analogia Dea Matrona pode ter sido mãe dos Maponos.

Epona



Deusa celta, patrona dos cavalos, mas cujos domínios se entendiam muito além disto,sendo responsável por acompanhar as almas das pessoas após sua morte. Ela era reconhecida em toda a Gália e seu culto chegava até o Danúbio e Roma. Epona foi venerada nas legiões romanas, que estenderam suas 
homenagens a ela por onde quer que estivessem. Era a única deusa celta que possuía um templo em Roma. Epona sempre é retratada cercada de cavalos. Seu símbolo é a cornucópia.

Finn macool



Caçador, profeta e guerreiro, Finn é outro herói da mitologia irlandesa. Um de seus grandes feitos foi ter salvado os reis da Irlanda de um goblin, uma criatura monstruosa que atormentava o lugar em que eles viviam

Lugh



Além de guerreiro, o deus dos raios do Sol e da luz é um artesão que cria diversas armas mágicas - inclusive uma espada que pode cortar qualquer coisa. Em uma batalha, Lugh assassinou o líder dos Formorians, uma divindade chamada Balor

manannan mac lir (hur)


O deus dos mares e do mundo dos mortos também é um Tuatha Dé Danann. Ele deu a Lugh um barco mágico para ajudá-lo a combater os Formorians. Manannán é o patrono da Irlanda e dos heróis irlandeses
Sucellus


Na mitologia celta, Sucellus era o deus da agricultura, florestas e bebidas alcoólicas, por vezes qualificado como rei dos deuses, carregava um grande martelo de cabo longo. O seu nome significava O que Bate Bem. Ele usava o martelo para bater na terra, acordando as plantas e anunciando o início da primavera.
Sua mulher era a deusa da natureza Nantosvelta, outra figura da fertilidade, que era também deusa do lar. Quando juntos, são frequentemente acompanhados por símbolos associados à prosperidade e domesticidade. Este deus também era venerado entre os lusitanos. Sucellus representa a fertilidade e é um dos deuses mais poderosos da mitologia Celta.

morrigan (deusa-menor)





Na Mitologia Celta o dia 30 de outubro era comemorado o Dia de Morrigan, patrona das sacerdotisas e das bruxas
Morrígan (”Terror” ou “Rainha Fantasma”), também escrita Mórrígan (”Grande Rainha”) (aka Morrígu, Mórríghean, Mór-Ríogain) é uma figura da mitologia irlandesa (céltica) considerada uma divindade, embora não seja referida como “Deusa” nos textos antigos.

Morrigan é uma das formas que toma a antiga Deusa Guerreira Badb. Morrigan ou Morrigu, Macha e Badb formam a triplicidade conhecida como as "MORRIGHANS", as FÚRIAS da guerra na mitologia irlandesa.
Morrigan, como todas as deidades celtas está associada as forças da Natureza, ao poder sagrado da terra, o Grande Útero de onde toda a vida nasce e depois deve morrer para que a fecundidade e a criação da terra possam renovar-se.
É também a Deusa da Morte, do Amor e da Guerra, que pode assumir a forma de um corvo. Nas lendas irlandesas, Morrigan é a deidade invocada antes das batalhas, como a Deusa do Destino humano.

Dizia-se que quando os soldados celtas a escutavam ou a viam sobrevoando o campo de batalha, sabiam que havia chegado o momento de transcender. Então, davam o melhor de si, realizando todo o tipo de ato heróico, pois depreciavam a própria morte.
Para os celtas, a morte não era um fim, mas um recomeço em um Outro Mundo, o início de um novo ciclo.
Na epopéia de Cuchulainn, "Tain Bó Cuailnge", em que se celebra a grande guerra entre os Fomorianos e os Tuatha De Danann, as três Deusas Guerreiras com forma de corvos são Nemain, Macha e Morrigu, das quais Morrigu é a mais importante.
Segundo a análise que faz Evans Wentz da lenda, são a forma tripartida de Badb.

Nemain confunde os exércitos do inimigo, Macha goza com a matança indiscriminada, porém foi Morrigu quem infundiu força e valores sobrenaturais a Cuchulainn, que desse modo ganhou a guerra para os Tuatha De Danann, que representavam as forças do bem e da luz, e derrotou os obscuros Fomorianos, de igual modo que os deuses olímpicos venceram os Titãs.
Representada comumente como uma figura terrível, nas glosas dos manuscritos medievais irlandeses como uma equivalente a Alecto - uma das Fúrias na mitologia grega de fato, um dos textos refere-se a Lâmia como “um monstro de formas femininas, ou seja, uma Morrigan” ou ainda como o demônio hebreu Lilith.

Associada com a guerra e a morte no campo de batalha, algumas vezes é anunciada com a visão de um corvo sobre carcaças, premonição de destruição ou mesmo com vacas. Considerada uma divindade da guerra, comparável às Valquírias da mitologia germânica, embora sua associação com o gado bovino permita também uma ligação com a fertilidade e o campo.

É com freqüência vista como uma divindade trinitária, embora as associações desta tríade variem: a mais freqüente dá-se de Morrígan com Badb e com Macha - embora algumas vezes incluem-se Nemain, Fea, Anann e outras.

As mais antigas narrativas de Morrígan estão nas histórias do “Ciclo do Ulster”, onde ela tem uma relação ambígua com o herói Cúchulainn. No Táin Bó Regamna (Invasão do gado em Regamain), ele a desafia, sem compreender o quê ela é, quando ela guia uma novilha por seu território, tornando-se seu inimigo. Ela profere uma série de ameaças, predizendo finalmente uma batalha próxima onde ele será morto. Ela diz, enigmaticamente: “Eu vigio sua morte”

No Táin Bó Cuailnge a Rainha Medb de Connacht comanda uma invasão ao Ulster para roubar o touro Donn Cuailnge. Morrígan surge ao touro na forma de um corvo, e o previne para fugir. Cúchulainn defende o Ulster, travando no vau dum rio uma série de combates contra os campeões de Medb. Entre os combates, Morrígan lhe surge, com aparência de uma bela moça, oferecendo-lhe seu amor e auxílio na batalha mas ele a rejeita.

Como vingança ela interfere no seu próximo combate, primeiro assumindo a forma de uma enguia, fazendo-o tropeçar; depois, com a forma de um lobo, provocando um estouro da boiada, e finalmente como uma novilha que conduz o rebanho em fuga, tal como havia ameaçado em seu primeiro encontro. Cúchulainn é ferido por cada uma das formas que ela assume mas, apesar disto, consegue derrotar seus oponentes. Ao final ela reaparece-lhe, como uma velha que trata-lhe os ferimentos causados por suas formas animais.
Enquanto ordenha uma vaca, ela oferece a Cúchulainn três copos de leite. Ele a abençoa por cada um deles, e suas feridas são curadas.

Numa das versões sobre o conto da morte de Cúchulainn, falando sobre como o herói enfrenta seus inimigos, diz-se que este encontra Morrígan como uma velha que lava sua armadura ensangüentada à margem do rio um presságio de sua morte.

Depois, mortalmente ferido, Cúchulainn amarra-se a uma pedra com suas próprias entranhas, para assim poder morrer em pé… Somente quando um corvo pousa sobre seu ombro é que os inimigos acreditam que realmente está morto.

Morrígan também aparece em textos do chamado “Ciclo Mitológico” celta. Na compilação pseudo-histórica Lebor Gabália Érenn, do século XII, ela está listada entre Tuatha Dé Danann, como uma das filhas de Ernmas, neta de Nuada.
Morrígan é freqüentemente considerada como uma deusa trina, mas a sua suposta natureza tripla é ambígua e inconsistente. Às vezes surge como uma de três irmãs, as filhas de Ernmas: Morrígan, Badb e Macha.

Por vezes a trindade consiste em Badb, Macha e Nemain - coletivamente conhecidas como Morrígan ou, no plural, como as Morrígan. Ocasionalmente Fea ou Anu também surgem, em várias combinações. Morrígan, porém, muitas vezes aparece só, e seu nome por vezes é transmutado para Badb, sem a terceira “forma” mencionada…

Morrígan é usualmente tida como “deusa guerreira”: W. M. Hennessey, em sua obra A antiga deusa irlandesa da guerra, escrita em 1870, foi influenciado por esta interpretação. O seu papel envolve freqüentemente a morte violenta de determinado guerreiro, ao tempo em que é sugerida uma ligação com Banshee (espécie de fada) do folclore posterior).

Esta ligação torna-se mais evidente no livro de Patricia Lysaght (The Banshee: The Irish Death Messenger - Banshee): “Em certas áreas da Irlanda encontra-se este ser fantástico que, além do nome feérico, também é chamada de Badhb”.

Taranis

Era o deus celta da chuva, das tempestades, do trovão, e da fertilidade, ao qual se faziam sacrifícios humanos cruéis para aplacar a sua sede de sangue. Entre estes sacrifícios estão o de queimar vivos uma série de homens num tonel de madeira ou cortar cabeças humanas e ofertá-las. O sacrifício pelo fogo devia ser o mais comum, uma vez que era o deus do relâmpago.
Pode ser também conhecido como Taranous, Tanarus ou Taranucnus e o seu nome provém do Indo-Europeu ou Gaélico taran que significa trovão.
Juntamente com Toutatis e Esus fazia parte de uma tríade de deuses primitivos que eram sobretudo adorados no continente.
Este deus de todas as calamidades, dos raios destruidores e dos ruídos assustadores das intempéries, representava as forças da natureza mais temidas pelos celtas, mas ao mesmo tempo a fecundidade trazida por essas mesmas forças; a água é a origem da vida.
Tinha como atributo uma roda, que simbolizava o relâmpago e o ruído do trovão que era provocado quando o deus a girava por entre as nuvens, e umas espirais que imitavam a sinuosidade do raio. A roda simbolizava também as Estações do ano, que se sucediam consoante as relações rituais de Taranis com Duir, um espírito feminino representado pela árvore mais sagrada para os Celtas, o carvalho. Estas relações eram simbolizadas pelos raios que atingiam a árvore, unindo o Céu e a Terra, e os pedaços da árvore destruídos pelos raios usavam-se como amuletos de proteção. Um dos objetos mais relevantes para os Celtas era a roda solar, que foi atribuída a Taranis por Proinsias mac Cana, colocando-o assim entre os deuses mais importantes.
Seria talvez o deus mais importante do panteão celta, pois as suas representações são muito parecidas às do deus Thor, um dos deuses mais relevantes da mitologia nórdica, e às de Júpiter, o chefe do panteão romano. Esta última analogia deu-se pelo contacto com os Romanos. O único vestígio literário deste deus, o poema Pharsalia, é também fornecido por um poeta romano, Lucano, que viveu entre 39 e 65 d. C.
Há em Chester, na Grã-Bretanha, em Scardona, na Jugoslávia, em Thauron, Orgon e Tours, em França, e em Godramstein e Bockingen, na Alemanha, altares dedicados a este deus com inscrições em grego ou latim.
É também importante mencionar que se chamavam tarans aos espíritos das crianças que morriam sem batismo no nordeste da Escócia. Estes espíritos flutuavam entre as árvores e nos sítios recônditos, lamentando-se da sua sorte com voz suave.

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